
Novas imagens gravadas por um turista com uma câmera 360º revelaram o momento exato do atentado ocorrido na última segunda-feira (20), no sítio arqueológico de Teotihuacán, no México. O vídeo registrou a chegada do atirador e a correria generalizada de visitantes após os primeiros disparos efetuados do alto de uma das pirâmides do complexo. O ataque resultou na morte de uma canadense e deixou 13 pessoas feridas de diversas nacionalidades, incluindo duas brasileiras.
O autor do crime foi identificado como um homem de 27 anos que, segundo as investigações, agiu sozinho. Armado com um revólver calibre .38 e uma faca, ele efetuou 14 disparos contra o público e agentes da Guarda Nacional antes de tirar a própria vida. O procurador-geral do Estado do México, Luis Cervantes, afirmou que o ataque foi planejado e que foram encontrados documentos com o atirador fazendo referência ao massacre de Columbine, ocorrido nos Estados Unidos em 1999.
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Entre as vítimas feridas estão duas brasileiras: uma adolescente de 13 anos, que foi atingida por um disparo, mas já recebeu alta médica, e outra mulher que permanece internada, embora sem risco de morte, segundo informou o Itamaraty. O grupo de feridos também incluiu cidadãos da Colômbia, Rússia, Estados Unidos e Holanda, com idades que variam de 6 a 13 anos entre as crianças atingidas.
A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, manifestou pesar e ordenou uma investigação rigorosa. “O que aconteceu hoje em Teotihuacán nos entristece profundamente. Expresso minha mais sincera solidariedade às pessoas afetadas e suas famílias. Estamos em contato com a embaixada canadense”, declarou a mandatária.
Em nova manifestação na terça-feira (21), ela reiterou o compromisso com a segurança para a Copa do Mundo de 2026: “Nunca vimos algo assim no México. Pelas investigações, trata-se de um indivíduo com sinais de problemas psicológicos, influenciado por eventos ocorridos no exterior”.
O procurador Luis Cervantes detalhou o perfil do criminoso durante coletiva de imprensa. "Entre seus pertences, havia literatura, imagens e documentos relacionados a atos de violência que podem ter ocorrido nos Estados Unidos em abril de 1999", afirmou. Testemunhas que estavam no local relataram o pânico durante a ação. "Ele continuava atirando. Não sei por que parou depois de uma pessoa. Ainda bem que parou", disse um turista que presenciou o atentado perto da Pirâmide da Lua.
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