
Os Estados Unidos deflagraram, nesta terça-feira (9), uma série de bombardeios contra o território do Irã. A ofensiva militar ocorreu como retaliação direta à derrubada de um helicóptero Apache americano na região do Estreito de Ormuz, registrada no dia anterior. Como consequência imediata, a escalada de tensão resultou em uma resposta iraniana contra a Quinta Frota Naval dos EUA, que está estacionada no Bahrein, segundo informações da mídia estatal do país persa.
O Comando Central dos EUA (Centcom) confirmou a ação e detalhou que os ataques começaram às 18h (horário de Brasília). Os alvos incluíram estações de controle, sistemas de radares e bases de defesa antiaérea iranianas responsáveis pelo monitoramento do Estreito de Ormuz — uma rota estratégica para o comércio global de petróleo que Washington tenta reabrir.
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De acordo com a imprensa estatal iraniana (Irib, Isna e Mehr), os impactos foram registrados no sul do país, atingindo a ilha de Qeshm e cidades como Bandar Abbas, Sirik, Kohstak e Minab, embora os veículos locais inicialmente tenham classificado a origem dos ataques como "desconhecida".
O bombardeio foi ordenado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, poucas horas após ele ter acusado publicamente o Irã de abater a aeronave militar dos EUA.
“Acho que é muito importante responder. (...) Esta é uma resposta ao que eles fizeram com nosso helicóptero ontem à noite, e acredito que a resposta deve ser muito forte, muito poderosa — e é isso que ela é”, declarou Trump à emissora ABC.
Do lado iraniano, o tom também foi de confronto. A Guarda Revolucionária afirmou que daria uma resposta contundente à agressão. O chanceler Abbas Araghchi reforçou a posição do país, alertando que os americanos devem "deixar a região se quiserem ficar seguros" e garantindo que nenhuma ameaça ou ataque ficaria sem resposta.
O cenário de confronto levanta dúvidas sobre o futuro do frágil cessar-fogo estabelecido no início de abril e das negociações para encerrar a guerra. Apesar da retaliação, o governo Trump afirmou na segunda-feira que as tratativas para um acordo estariam "na fase final".
No entanto, uma autoridade dos EUA revelou à CNN Internacional que o bombardeio desta terça-feira serviu como um aviso direto a Teerã, e há o temor de que o episódio prejudique as negociações de paz. Recentemente, a trégua já havia sido violada por trocas de bombardeios entre Israel e Irã. Para o analista Guga Chacra, a ação americana desta terça foi "uma resposta calibrada e proporcional" à perda do helicóptero.
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