
A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se de forma favorável ao pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a realização de uma intervenção cirúrgica no ombro direito. O parecer foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, que deve decidir se autoriza todas as etapas do tratamento, desde o pré-operatório até a reabilitação.
Bolsonaro, atualmente com 71 anos, cumpre prisão domiciliar humanitária temporária desde o final de março. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe. O benefício da domiciliar foi concedido justamente para o tratamento de sua saúde, que recentemente incluiu a recuperação de um quadro de pneumonia bilateral. Embora os relatórios médicos apontem melhora nos sistemas pulmonar e digestivo, o quadro ortopédico é considerado grave.
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De acordo com o laudo médico, o ex-presidente sofre de uma lesão de alto grau no manguito rotador, o que causa dores noturnas e perda de movimentos. A equipe médica recomendou que a operação seja feita por via artroscópica, método minimamente invasivo, e indicou que o paciente já possui condições clínicas gerais para suportar o procedimento.
Sobre a condição física do ex-presidente para o ato cirúrgico, o laudo ortopédico destaca:
"Dentro deste quadro refratário à fisioterapia, e considerando que foi uma lesão traumática, adicionado ao fato que o paciente apresenta melhora do quadro clínico, se encontrando, por conseguinte, apto para a realização da operação."
A defesa solicita que a cirurgia ocorra entre os dias 24 e 25 de abril de 2026. Os advogados pedem urgência na análise, uma vez que o tratamento fisioterápico não surtiu o efeito esperado para conter as dores traumáticas. Além da lesão no ombro, Bolsonaro mantém uma rotina de cuidados rigorosos com a pressão arterial e realiza seis sessões semanais de fisioterapia cardiorrespiratória.
Sobre a evolução de outros sintomas que afligiam o ex-presidente, os médicos informaram que a resposta aos medicamentos para crises de soluço tem sido positiva:
"A dosagem de medicamentos foi ajustada e a resposta tem sido satisfatória."
Caso Moraes acate o parecer da PGR, Bolsonaro poderá deixar a residência onde cumpre a pena para as etapas de internação e cirurgia, retornando posteriormente para dar continuidade ao tratamento sob supervisão médica e judicial.
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