
Héctor Rusthenford Guerrero Flores, amplamente conhecido como Niño Guerrero e apontado como o principal líder da organização criminosa Tren de Aragua, foi morto nesta sexta-feira (12) durante uma ofensiva militar conjunta envolvendo os Estados Unidos e a Venezuela. A morte do criminoso foi confirmada oficialmente por autoridades de ambos os países. A incursão que resultou em sua "neutralização" ocorreu em meio a confrontos na região sudeste do estado venezuelano de Bolívar.
O anúncio inicial da operação foi feito pelo presidente norte-americano, Donald Trump, através de sua plataforma Truth Social. Na postagem, que incluiu um vídeo do suposto momento do ataque, o mandatário explicou que a ação foi executada pelo Comando Sul dos EUA por meio de um "ataque cinético rápido e letal", ordenado diretamente por ele. Trump elogiou a parceria com Caracas, destacando que a ofensiva foi coordenada de perto com os venezuelanos.
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Corroborando a versão americana, o governo da Venezuela divulgou um comunicado oficial confirmando a sua participação no planejamento e na execução. Segundo as autoridades locais, o sucesso da operação se deu graças a mecanismos de cooperação e intenso intercâmbio de inteligência entre os dois países, além do uso de suporte tecnológico especializado. A Casa Branca, o Pentágono e o Comando Sul dos EUA não emitiram comentários adicionais de imediato sobre os detalhes táticos.
COMUNICADO
— Ministerio de Comunicación e Información (@mippci_ven) June 13, 2026
El Gobierno de la República Bolivariana de Venezuela informa que, en el marco de una operación combinada entre organismos de seguridad de Venezuela y de los Estados Unidos en el sureste del estado Bolívar, fueron desarticuladas estructuras de delincuencia organizada… pic.twitter.com/8uv76SM8Sr
A morte de Niño Guerrero representa um golpe significativo contra o Tren de Aragua, grupo que já havia sido classificado como uma organização terrorista pelo governo Trump no ano passado. O cerco americano à facção vinha se intensificando: ao longo dos últimos meses, o presidente dos EUA autorizou ataques do Comando Sul contra embarcações no Pacífico e no Mar do Caribe que, supostamente, transportavam narcóticos da quadrilha para o território estadunidense. A tensão atingiu um nível alarmante em outubro, quando Trump chegou a declarar publicamente que o país estava em "conflito armado" contra as gangues venezuelanas.
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