
Nesta terça-feira, 28, a Escola de Tempo Integral (ETI) Luiz Gonzaga foi escolhida como palco para o lançamento de um projeto de pesquisa que pretende contribuir diretamente para a formulação de novas políticas educacionais em Palmas e no Tocantins. A atividade reúne pesquisadores da plataforma Equidade.Info e representantes do parlamento da educação no Brasil, para criar espaços de escuta ativa da comunidade escolar.
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Roda de Conversa
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Na programação, estudantes participaram de uma roda de conversa conduzida pela pesquisadora de campo Jordana Barbosa, que abordou temas como dignidade menstrual, acesso a absorventes gratuitos, diversidade cultural e respeito às diferenças dentro do ambiente escolar.
Segundo a pesquisadora, a intenção é compreender, a partir da vivência dos próprios alunos, quais são as principais demandas e desafios enfrentados no cotidiano escolar. “Conversamos sobre cultura dentro das escolas, se eles têm acesso a atividades como teatro, dança e pintura, e também tratamos da saúde menstrual. Como estudante de Serviço Social, aproveitei para orientar sobre como buscar esse direito, especialmente agora com a nova política de distribuição gratuita de absorventes”, explicou.

Além disso, a discussão também incluiu temas como religiosidade e diversidade, buscando identificar situações de preconceito e discriminação que ainda persistem nas escolas. “A gente vai tratando essas questões porque muitas vezes percebemos que ainda há discriminações, e é importante dar voz aos estudantes”, completou.

Dados Coletados
Como parte da metodologia, os alunos também participam de uma pesquisa individual, com respostas sigilosas, garantindo liberdade e segurança para relatar suas percepções. Os dados coletados serão analisados ao longo de seis meses por uma equipe de pesquisadores científicos.
Ao final desse período, os resultados serão devolvidos à escola, com o objetivo de subsidiar ações concretas e possíveis políticas públicas voltadas à melhoria da educação. “A ideia é justamente essa devolutiva, para que a escola possa utilizar esses dados e promover mudanças reais, contribuindo para o avanço da educação no Tocantins e no Brasil”, concluiu Jordana Barbosa.
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