
Pelo menos 33 das 42 estações das Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda receberam obras de melhoria para garantir a mobilidade e acessibilidade dos passageiros nos últimos quatro anos, fruto de investimento de R$ 542 milhões feito pela concessionária ViaMobilidade para modernizar o transporte ferroviário na Capital.
As obras incluem a implantação de 15 escadas rolantes, 15 elevadores, 9 passarelas e cerca de 13 km de piso tátil, facilitando o acesso a portadores de deficiência visual. As duas linhas transportam diariamente mais de 800 mil passageiros.
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De acordo com pesquisa do instituto Atlas Intel, realizada em outubro de 2025 com os usuários, as duas linhas tiveram uma evolução de 77% nos quesitos mobilidade e acessibilidade desde o início da concessão, em 2022.
Uma das entregas mais recentes ocorreu na Estação Jandira, da Linha 8-Diamante, onde foram implantadas duas escadas rolantes em substituição a uma antiga escada fixa de ferro que limitava o fluxo dos passageiros que acessam o terminal. “A instalação dessas escadas melhorou 100% o acesso à estação. A reforma ficou muito boa”, diz a usuária Arlete Lima.

Comunicação Visual
Acessibilidade, mobilidade e modernização englobam também elementos de orientação, revisão e adequação da comunicação visual, implantação e adequação de sanitários acessíveis e a adaptação de passeios e acessos externos em ambas as estações. Há também a reforma e inclusão de infraestrutura cicloviária de apoio, com paraciclos e canaletas para transporte de bicicletas nas escadas, bem como a inserção de dispositivos de ordenamento e segurança, como alambrados e bloqueios, para evitar travessias inadequadas.
Tecnologia Sensorial
A concessionária responsável pelas duas linhas passou a usar uma tecnologia sensorial inovadora no treinamento de agentes de atendimento, seguranças e operadores de trem. Durante o processo, eles utilizam uma roupa sensorial de 10 quilos com limitadores de articulação e óculos que simulam diferentes condições visuais. O objetivo é fazer com que os funcionários possam vivenciar os desafios enfrentados por idosos e portadores de deficiência durante a circulação pelo sistema ferroviário.

A expectativa é que, até o fim do deste semestre, mais de 1.200 colaboradores participem da experiência, que combina conteúdo teórico sobre acessibilidade e atividades práticas.
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