
O Irã afirmou, neste sábado (18/4), que voltou a fechar o Estreito de Ormuz, após o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos. A decisão reverte um anúncio feito na sexta-feira (17/4), quando o governo iraniano havia informado a liberação da passagem.
Em comunicado divulgado pela mídia estatal, o comando operacional das Forças Armadas do país afirmou que o estreito permanecerá sob controle rigoroso até que as restrições impostas pelos Estados Unidos sejam suspensas. A exigência inclui a liberação do tráfego de embarcações com origem ou destino ao território iraniano.
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A tensão aumentou após declarações do presidente Donald Trump, que afirmou que o bloqueio naval continuará em vigor até a conclusão das negociações relacionadas ao conflito. Segundo ele, o tráfego global no estreito segue permitido, mas as restrições específicas ao Irã permanecem como instrumento de pressão diplomática.
“O estreito de Ormuz está completamente aberto e pronto para negócios e livre tráfego, mas o bloqueio naval permanecerá em pleno vigor e efeito no que diz respeito ao Irã, somente até que nossas negociações com o Irã estejam 100% concluídas”, declarou.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, por onde circula cerca de 20% de todo o petróleo comercializado globalmente. A via conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é essencial para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito aos principais mercados internacionais.
A nova decisão do Irã eleva o nível de tensão na região e pode impactar diretamente o fluxo energético global, caso as restrições se prolonguem.
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