
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (18) que a comunidade internacional não será refém de "chantagens" do governo iraniano. A declaração ocorre após Teerã retomar o controle militar e restringir o tráfego no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o comércio de petróleo. O movimento é uma resposta direta ao bloqueio naval imposto por Washington a embarcações ligadas a portos do Irã.
Escalada de tensão e postura de Trump
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Em pronunciamento na manhã de hoje, Trump adotou um tom incisivo, ressaltando que sua gestão é a primeira a confrontar o regime iraniano de forma direta em décadas. O republicano reafirmou que o bloqueio naval dos EUA permanecerá em vigor até que um acordo de paz completo seja alcançado.
Mesmo com a retórica agressiva, o presidente sinalizou a existência de canais diplomáticos ativos. "Estamos tendo conversas muito boas. Eles ficaram um pouco fofos [agindo de forma esperta], como vêm fazendo há anos, mas não podem nos chantagear", declarou, prometendo novas atualizações sobre as negociações até o final do dia.
Incidentes no Estreito de Ormuz
A tensão no mar atingiu um novo patamar na manhã de sábado, quando forças iranianas dispararam contra dois navios-tanque de bandeira indiana que cruzavam a região. Segundo autoridades marítimas internacionais:
Os ataques: Foram disparos de advertência para forçar a saída das embarcações.
Vítimas: As tripulações e os navios saíram ilesos e estão em segurança.
Posição do Irã: O vice-presidente Mohammad Reza Aref alertou que o controle será endurecido caso o bloqueio dos EUA não seja retirado.
Impacto global e antecedentes
A crise no Golfo Pérsico ocorre em um momento de fragilidade do multilateralismo, como pontuado pelo presidente brasileiro Lula em evento paralelo na Espanha. Trump, por sua vez, relembrou a morte do general Qasem Soleimani em 2020 para justificar sua "postura firme", alegando que o Irã foi responsável pela morte de muitos americanos ao longo dos anos.
Economicamente, o bloqueio e a incerteza em Ormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — têm pressionado os preços da commodity, embora Trump tenha destacado que o fluxo para portos no Texas e na Louisiana segue ativo no mercado interno americano.
O Irã afirma ter recebido novas propostas dos EUA para encerrar as hostilidades, mas o Conselho Supremo de Segurança Nacional de Teerã declarou que "não fará concessões" que prejudiquem a soberania nacional. O impasse continua a ameaçar a estabilidade das rotas comerciais globais.
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