
O Conselho Diretor do Flamengo aprovou por unanimidade, neste fim de semana, a aposentadoria definitiva da camisa 14 da equipe de basquete masculino. A medida é uma homenagem póstuma a Oscar Schmidt, maior ídolo da modalidade no Brasil, que faleceu na última sexta-feira (17), aos 68 anos. O "Mão Santa", como era mundialmente conhecido, encerrou sua vitoriosa carreira no clube carioca, onde atuou entre 1999 e 2003 e consolidou sua imagem como um dos grandes nomes da história rubro-negra.
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Durante sua passagem pela Gávea, Oscar disputou 219 partidas oficiais e converteu 7.241 pontos, mantendo uma média impressionante de 33 pontos por jogo. Mais do que um registro estatístico, o número 14 carregava um simbolismo pessoal para o atleta, sendo uma referência direta ao dia em que iniciou seu relacionamento com Maria Cristina Victorino, sua esposa por 50 anos. A decisão do clube de retirar o número de circulação no basquete visa preservar o legado do cestinha para as futuras gerações de atletas e torcedores.
A homenagem se estenderá para além das quadras e chegará ao gramado do Maracanã na tarde deste domingo (19). O meia uruguaio Arrascaeta, que normalmente utiliza a camisa 14 no futebol, vestirá o número em memória de Oscar durante o confronto contra o Bahia, válido pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. A ação faz parte de um protocolo institucional do Flamengo para reverenciar o impacto de Schmidt no esporte nacional, unindo as duas modalidades mais populares do clube em um gesto de respeito à trajetória do ídolo.
A morte de Oscar Schmidt gerou uma onda de comoção no cenário esportivo internacional, com manifestações de entidades como a FIBA e a NBA. No Flamengo, ele é lembrado não apenas pela precisão nos arremessos, mas pelo carisma que ajudou a popularizar o basquete no Rio de Janeiro no início dos anos 2000. Com a aposentadoria da numeração, o clube garante que nenhum outro jogador de basquete voltará a vestir o 14, tornando-o uma exclusividade eterna do maior pontuador da história da modalidade.
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