
Uma mãe decidiu doar os órgãos da filha, de 36 anos, após a confirmação de morte encefálica, em Goiânia. Em entrevista à TV Anhanguera, afiliada Globo, Vivian Hipólito afirmou que, apesar da dor da perda, acredita que a decisão trará benefícios a outras pessoas que aguardam por transplantes.
A doação foi realizada neste ano e deve contribuir para a redução da fila no estado. Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, atualmente há 1.882 pacientes à espera de córneas, 672 por rim, 14 por fígado, seis por pâncreas com rim e três por pâncreas.
Acompanhe o CNW Notícias no Instagram
Fique por dentro das principais notícias do Brasil e do mundo com atualizações rápidas, vídeos e conteúdos exclusivos direto no seu feed.
Vivian destacou a dificuldade do momento, mas reforçou a importância do gesto. “Um momento muito difícil pra mim como mãe. Eu já sou doadora. Acredito que com a morte da minha filha, que não foi possível salvar, ela vai trazer luz, paz, alegria para algumas pessoas que receberão esses órgãos dela”, afirmou.
O médico assistencialista Eduardo Freire explicou que a família foi comunicada assim que o protocolo de morte encefálica foi iniciado. Ele ressaltou que, mesmo após a confirmação, a mãe demonstrou empatia ao autorizar a doação.
Vivian também reforçou o apelo para que outras pessoas considerem se tornar doadoras. “Não tenham medo. Vai ajudar muitas pessoas. É um ato de caridade, de amor com o próximo. Então doem os órgãos”, disse.
Mín. 21° Máx. 32°