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Diagnóstico, cirurgias e tratamento: a batalha de Oscar Schmidt contra o câncer cerebral

Oscar Schmidt enfrentou tumor no cérebro desde 2011 e passou por cirurgias e tratamentos ao longo dos anos Texto

17/04/2026 às 20h34 Atualizada em 19/04/2026 às 14h32
Por: Neilton Assunção
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Reprodução: internet
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Após 15 anos do diagnóstico de câncer no cérebro, o ídolo do basquete brasileiro Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. Ele foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em Santana de Parnaíba, após passar mal. A causa da morte não foi divulgada.

O ex-atleta enfrentava problemas de saúde havia anos. O primeiro deles foi o diagnóstico, ainda em 2011, de um tipo de câncer chamado glioma, localizado na parte frontal esquerda do cérebro. Na época, Schmidt realizou uma cirurgia para a retirada do tumor de grau 2, considerado de baixo risco.

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Em 2013, o ex-jogador iniciou uma nova fase no tratamento após a progressão do tumor para grau 3. A situação exigiu uma nova cirurgia, seguida de sessões de radioterapia. Após o procedimento, ele iniciou tratamento com quimioterapia, com o objetivo de controlar a doença e evitar novos avanços.

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Em 2022, 11 anos após o diagnóstico inicial, Oscar afirmou estar curado e revelou que havia interrompido as sessões de quimioterapia por decisão própria. Em entrevista concedida na época, explicou que tomou a decisão após avaliação médica anterior. Segundo sua assessoria, ele seguia sendo acompanhado por equipe médica e pelo mesmo oncologista desde 2013, realizando monitoramento periódico do estado de saúde.

Os tumores cerebrais são caracterizados pelo crescimento anormal de células no cérebro, formando massas que podem comprometer funções neurológicas. Existem diferentes tipos, já que o órgão possui diversas células, como neurônios, células da glia, ependimárias, além de estruturas como meninges e glândulas.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, os tumores no sistema nervoso central representam entre 1,4% e 1,8% dos casos de câncer no mundo, sendo cerca de 88% deles localizados no cérebro. A estimativa é que o Brasil registre aproximadamente 12 mil novos casos da doença até 2028.

Entre os fatores de risco estão a exposição à radiação e a deficiência do sistema imunológico. A detecção precoce é considerada fundamental para aumentar as chances de tratamento eficaz, podendo ser feita por meio de exames clínicos, laboratoriais e de imagem.

Os médicos recomendam atenção a sintomas como perda de funções neurológicas, dores de cabeça persistentes, náuseas, vômitos, convulsões, dificuldades de equilíbrio, visão turva, alterações de comportamento e sonolência acentuada. Apesar disso, nem todos esses sinais indicam câncer, mas devem ser investigados caso persistam.

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